Driving research of Myalgic Encephalomyelitis / Chronic Fatigue Syndrome (ME / CFS),
Post Treatment Lyme Disease Syndrome (PTLDS), Fibromyalgia and Long Covid

Conheçam o Dr. Mohsen Nemat-Gorgani, membro da equipe do SGTC

Nesta quarta- da ciência #OMFScienceWednesday temos o prazer de apresentá-los ao Dr. Mohsen Nemat-Gorgani, membro fundamental da equipe do Centro Colaborativo de Tecnologia Genômica de Stanford (SGTC), financiado pela OMF. O Dr. Nemat-Gorgani está liderando uma equipe para investigar as hemácias (glóbulos vermelhos) nos pacientes com ME / CFS. Mohsen contou a sua história para a OMF:

Mohsen Nemat-Gorgani, PhD, member of the SGTC team

“Eu nasci e fui criado no Irã, e fiz meus estudos de graduação e pós-graduação no Reino Unido. Em 1974 obtive o meu PhD em bioquímica pela Warwick University, e depois de um ano de pós-doutorado na Vanderbilt, eu voltei para o Irã. Em outubro de 2003, eu vim para o Centro de Tecnologia Genômica de Stanford (SGTC) como um professor visitante da Tehran University, e continuei trabalhando como professor assistente após o término do período sabático. Durante a minha estadia no Centro, eu participei de vários projetos de desenvolvimento tecnológico, e há cerca de dois anos, após uma breve ausência do Centro, eu comecei a trabalhar com a ME / CFS.

 

Com a minha participação no projeto ME / CFS, e durante os primeiros meses no Centro, eu aprendi, principalmente conversando com Ron Davis, Laurel Crosby e diversos pacientes, que o fluxo inadequado de sangue para os tecidos poderia ser a causa de alguns dos sintomas reportados na ME / CFS. Também aprendi que as hemácias e suas propriedades mecânicas podem determinar o comportamento reológico (deformação e fluxo) do sangue em estados normais e de doença.

Curiosamente, poucos anos antes de trabalhar com ME / CFS, eu estive de certa forma envolvido em um estudo no Centro sobre as propriedades mecânicas de células de câncer de mama. Este trabalho era conduzido por Shane Crippen, estudante de pós-graduação do Ron Davis, Roger Howe e Stefanie Jeffrey (Engenharia Elétrica e Escola de Medicina de Stanford, respectivamente). Em discussões subsequentes (em junho de 2016) com Ron e Roger, ficou decidido que nós deveríamos estudar as propriedades mecânicas das hemácias em relação à ME / CFS, e nós começamos a explorar diferentes abordagens tecnológicas para alcançar esta meta.

Em janeiro de 2017, durante uma visita à Universidade de San Jose (SJSU), encontrei Anand Ramasubramanian, que havia recentemente assumido um cargo no corpo docente do departamento de Engenharia Química e de Materiais. Anand havia previamente estudado a deformabilidade de monócitos utilizando uma plataforma de microfluido e, no decorrer de nossas discussões, ficou claro que uma colaboração com a sua equipe (envolvendo Amit Saha, que havia trabalhado com Anand em deformabilidade de monócitos como parte de seu doutorado, e outros estudantes de pós-graduação) seria uma maneira efetiva de levar adiante o projeto. Poucos meses depois, os estudos se iniciaram e, com o suporte técnico excepcional de Julie Wilhelmy e Layla Cervantes, foram colhidas no SGTC amostras de um número grande (mais de 30) de pacientes ME / CFS e de controles saudáveis, e posteriormente analisadas na SJSU.

Acredita-se que a deformabilidade das hemácias tem um papel importante na sua principal função – o transporte de oxigênio e dióxido de carbono na circulação do sangue. Elas são altamente elásticas, o que as permite fluir livremente. A razão desta propriedade extraordinária é explicada pela composição da membrana e pela interação membrana-citoesqueleto. Uma hemácia saudável mede aproximadamente 8,0 µm de diâmetro, e precisa se deformar muito para conseguir passar por capilares, que medem cerca de 2 a 3 µm de diâmetro. Foi demonstrado que um pequeno decréscimo na deformabilidade causa um aumento significativo na resistência do fluxo microvascular, com importantes implicações fisiológicas.

Foi demonstrado que a deformabilidade das hemácias está comprometida em diversas patologias incluindo condições inflamatórias como a sepse. Estudos recentes indicaram claramente que a inflamação está presente na ME / CFS. E ainda, as hemácias são altamente susceptíveis ao estresse oxidativo, devido aos altos teores de ácidos graxos poli-insaturados nas suas membranas, um processo que pode comprometer a sua deformabilidade. Alguns estudos indicaram a ocorrência de danos oxidativos nas hemácias em ME / CFS.

Utilizando a plataforma de microfluido foram comparadas as propriedades mecânicas de hemácias de controles saudáveis e de pacientes com ME / CFS, com relação ao tempo para entrar nos canais assim como em relação à velocidade do fluxo e a sua capacidade de elongamento. Nossos resultados preliminares utilizando esta plataforma indicam diferenças visíveis na deformabilidade das hemácias de controles saudáveis em relação às de pacientes com ME / CFS. Submetemos para publicação recentemente um manuscrito descrevendo estas observações.

Estudos em andamento incluem análises bioquímicas, determinação de fluidez da membrana, análise lipidômica, microscópio de força atômica (atomic force microscopy – AFM), microscópio eletrônico de varredura, estudos de potencial zeta e de simulação.

Nos últimos meses estabelecemos colaborações com outros grupos:

  1. Dr. Andrey Malkovskiy, Escola de Medicina de Stanford, e the Stanford Nano Shared Facilities (AFM studies).
  2. 2. Vinny Chandran Suja, estudante de pós-graduação, Engenharia Química, Stanford (estudos de potencial zeta).
  3. Dr. Eric Shaqfeh, Professor, e Amir Saadat, Postdoctoral Scholar, Engenharia Química, Stanford (estudos de simulação).

Os estudos de potencial zeta e relacionados deverão ter colaboração do grupo de Gerald Fuller (Professor, Engenharia Química, Stanford).

O suporte financeiro para todos estes esforços vem da OMF. Espera-se que as diferenças nas propriedades mecânicas das hemácias sirvam de biomarcador, sem rótulo, para o diagnóstico de ME / CFS. Esperamos que os esforços colaborativos descritos acima ajudem no desenvolvimento de um dispositivo para diagnosticar a ME / CFS.

É um grande prazer e privilégio ser parte da equipe do Dr. Ron, e tentar contribuir com a solução do mistério da ME / CFS”.

Obrigado Mohsen, por nos mostrar em detalhes os efeitos potenciais das alterações das hemácias e por liderar uma equipe de primeira classe. Nós somos gratos ao seu trabalho com o Dr. Davis.

A OMF agradece a Claudia Musso esta tradução para português.

Myalgic Encephalomyelitis / Chronic Fatigue Syndrome (ME / CFS) Post Treatment Lyme Disease Syndrome (PTLDS), Fibromyalgia Leading Research. Delivering Hope.Open Medicine Foundation®

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Averting a second pandemic:

Open Medicine Foundation leads groundbreaking international study of

Long COVID’s conversion to ME/CFS

AGOURA HILLS, CALIF.  — Open Medicine Foundation (OMF) is leading a large-scale international collaborative study investigating the potential conversion of Post-Acute Sequelae SARS-CoV-2 infection — more commonly known as Long COVID or Post-COVID Syndrome —  to Myalgic Encephalomyelitis/Chronic Fatigue Syndrome (ME/CFS), a chronic, life-altering disease with no known cause, diagnostic test or FDA approved treatments available.

Up to 2.5 million people in the U.S. alone suffer from ME/CFS; the COVID-19 pandemic could at least double that number. An estimated 35 percent of Americans who had COVID-19 have failed to fully recover several months after infection, prompting many to call it “a potential second pandemic.”

OMF recognized a familiar health crisis emerging, one with eerie similarities to ME/CFS. This crisis presented a unique opportunity to understand how a viral infection — in this case COVID-19 — may develop into ME/CFS in some patients. The goal is to find targeted treatments for ME/CFS patients and ultimately prevent its onset in people infected with SARS-CoV-2 or other infections.

The federal government is only now investing in Post-COVID research, with no focus on its connection to ME/CFS. OMF has already engaged researchers for the largest-scale study of its kind, solely supported by private donors who have contributed over one million dollars to date. When fully funded, the five million dollar, three-year study will be conducted across the globe at OMF funded Collaborative Research Centers, led by some of the world’s top researchers and ME/CFS experts.

BACKGROUND

In a significant percentage of patients, infections preceded their development of ME/CFS.  For example, according to the CDC about one in ten infected with Epstein-Barr virus, Ross River virus, or Coxiella burnetti develop symptoms that meet the criteria for ME/CFS.

THE STUDY

The ability to follow the development of ME/CFS from a known viral infection is unprecedented to date and crucial to researchers’ understanding of the disease. The focus of this study is to find the biological differences between persons returning to good health after COVID-19 and persons who remained ill more than six months after infection and developed ME/CFS.  Understanding these alterations in key pathways can lead to groundbreaking discoveries including new biomarkers, drug targets, and prevention and treatment strategies.

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About Open Medicine Foundation

Established in 2012, Open Medicine Foundation leads the largest, concerted worldwide nonprofit effort to diagnose, treat, and prevent ME/CFS and related chronic, complex diseases such as Post Treatment Lyme Disease Syndrome, Fibromyalgia, and Post COVID. OMF adds urgency to the search for answers by driving transformational philanthropy into global research. We have raised over $28 Million from private donors and facilitated and funded the establishment of six prestigious ME/CFS Collaborative Research Centers around the world. To learn more, visit www.omf.ngo.

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