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ME/CFS and related chronic complex diseases

Novidades da “Triple Tuesday”

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Uma Mensagem de Ron Davis

Estou feliz em anunciar que dois eminentes engenheiros pesquisadores de Stanford começaram a trabalhar conosco para expandir nosso projeto de deformabilidade das hemácias.

Eric Shaqfeh, PhD, é conhecido por sua modelagem computacional de fluxo microfluídico. Ele trabalhou com modelagem de fluxo de ar nas asas de aeronaves para aumentar a eficiência do combustível. Ele trabalhou bastante com o Departamento de Defesa e tem acesso às suas poderosas instalações de informática. Ele acaba de concluir seu mandato de presidente do Departamento de Engenharia Química de Stanford e está animado para iniciar um novo projeto.

Juan Santiago, PhD, é professor de Engenharia Mecânica, mundialmente conhecido por seus designs inventivos de dispositivos pequenos e de baixo custo, muitos dos quais são usados na medicina. Nós trabalhamos com ele há muitos anos e fico sempre muito impressionado com suas habilidades de design. Ele frequentemente desenvolve designs muito simples e robustos, que transformam uma área de atuação. Quando ele ouviu falar do nosso projeto sobre a deformabilidade das hemácias, que agora requer uma coleta de sangue, equipamentos caros e análise de imagem complexa com tempo computacional considerável, não adequado para um consultório médico, ele ficou entusiasmado em aceitar o desafio de aplicar suas habilidades para desenvolver um dispositivo que seja simples e barato de usar.

O Dr. Shaqfeh e o Dr. Santiago planejam trabalhar juntos, com Mohsen Nemat-Gorgani, PhD, Bioquímico no Centro de Tecnologia Genômica de Stanford, e Anand Ramasubramanian, PhD, Biomédico, Químico e Engenheiro de Materiais da San Jose State University, para desenvolver esta tecnologia em uma ferramenta de diagnóstico para a ME/CFS. Eu fiquei muito satisfeito que estes quatro grandes cientistas participaram do recente evento de três dias do Grupo de Trabalho em Stanford, junto com seus alunos. Foi maravilhoso ver o entusiasmo deles crescer enquanto eles conversavam e faziam planos para suas pesquisas durante os intervalos do evento!

Devido à dedicação e ao trabalho árduo da OMF, os diferentes aspectos deste projeto foram financiados e agora estão em andamento. Gostaria de expressar a minha gratidão a esses cientistas criativos e à OMF por permitir que esse trabalho continue.

Você encontra abaixo uma descrição das pesquisas deles, assim como um projeto adicional prominente que o Conselho Consultivo Científico aprovou para ser financiado pela OMF. Jonas Bergquist, PhD, é um pesquisador ímpar por sua capacidade de usar o líquido cefalorraquidiano para investigar componentes moleculares que possam ser usados como um biomarcador diagnóstico, e também por nos dar uma nova visão sobre os aspectos neurológicos da ME/CFS. O Dr. Bergquist também foi um participante entusiasta da reunião de três dias do Grupo de Trabalho, e foi muito divertida a sua presença por conta do seu grande senso de humor! Assista à palestra dele no Simpósio Comunitário no YouTube para descobrir uma comida tradicional sueca.

Continuamos a trabalhar dia e noite para encontrar um tratamento e cura o mais rápido possível.

Cordialmente,


Ronald W. Davis, PhD

Diretor, Conselho Consultivo Científico da OMF

Diretor, Centro de Tecnologia Genômica de Stanford


A OMF Financia Quatro Projetos de Pesquisa Adicionais num Total de US$241.670

As hemácias (RBCs) transportam oxigênio dos pulmões para as células do seu corpo e, em seguida, transportam dióxido de carbono de suas células para os pulmões. Para que as hemácias cheguem a todas essas células, elas precisam ser capazes de passar através de pequenos vasos sanguíneos com um mínimo de atrito. Para tal, as hemácias devem ser lisas, arredondadas e elásticas. Alterações nessas propriedades das hemácias podem ocorrer durante doenças inflamatórias crônicas, como a sepse, e descobrimos que essas alterações também estão ocorrendo na ME/CFS. Para mais informações sobre a deformabilidade das hemácias, clique aqui.

Estas observações, juntamente com novas tecnologias disponíveis para medir a deformabilidade das hemácias, levaram os engenheiros de Stanford e seus colaboradores da San Jose State University a examinar a deformabilidade das hemácias na ME/CFS. Os três projetos a seguir irão desenvolver e avaliar um dispositivo para determinar rapidamente a “deformabilidade” das hemácias como um potencial biomarcador para a ME/CFS.

  1. Eric Shaqfeh, PhD, Departamento de Engenharia Química, Universidade de Stanford – Simulação Computacional do Efeito da Rigidez da Membrana nos Micro-Fluxos das Hemácias para Criar um Diagnóstico para a ME/CFS

O grupo Shaqfeh, da Universidade de Stanford, produzirá simulações computacionais em 3D de hemácias através de um conjunto de canais que se assemelham a um sistema de circulação sanguínea. Usando essas simulações, o grupo Shaqfeh determinará como caracterizar as propriedades das hemácias pela maneira como elas fluem através desses canais.

  1. Anand Ramasubramanian, PhD,Engenharia Biomédica, Química e de Materiais, San José State University – Biomecânica Eritrocitária em ME/CFS

As simulações computacionais descritas acima serão conduzidas em estreita colaboração com o grupo Ramasubramanian da San Jose State University, onde eles estão produzindo um chip microfluídico para estimar as propriedades das hemácias. Um chip microfluídico é um conjunto de minúsculos canais gravados em um pedaço de material como vidro ou plástico e tem o tamanho aproximado de um cartão SIM. Projetar o chip microfluídico exigirá simulações contínuas de hemácias pelo grupo Shaqfeh para determinar o conjunto ideal de canais para distinguir as hemácias em ME/CFS de hemácias normais. Os dispositivos microfluídicos sugeridos a partir das simulações serão testados na San Jose State University, sendo o objetivo final a criação de um dispositivo para diagnóstico.

  1. Juan G. Santiago, PhD, Departamento de Engenharia Mecânica, Universidade de Stanford – Simulação Computacional do Efeito da Rigidez de Membrana nos Micro-Fluxos das Hemácias para Criar um Diagnóstico para a ME/CFS

Uma parte fundamental na determinação das propriedades das hemácias nesses canais será o desenvolvimento de uma ferramenta de análise de imagens de última geração que possa identificar e rastrear automaticamente a posição e o formato de milhares de hemácias sob condições normais e de estresse. O grupo de Santiago irá desenvolver esta tecnologia de visualização na Universidade de Stanford.

A tecnologia de visualização desenvolvida pelo grupo de Santiago será aplicada para desenvolver um dispositivo microfluídico em conjunto com os grupos Ramasubramanian e Shaqfeh.

O objetivo de longo prazo desse esforço colaborativo entre esses três grupos é produzir um dispositivo descartável de baixo custo para determinar a rápida quantificação da deformabilidade das hemácias em uma única gota de sangue.

  1. A OMF concedeu ao membro do Conselho Científico Jonas Bergquist, MD, PhD, da Uppsala University (Suécia), fundos adicionais para expandir o seu trabalho em proteômica direcionada para marcadores neuroinflamatórios no líquido cefalorraquidiano (LCR) em pacientes com ME/CFS.

Continuando com o seu estudo do LCR de pacientes com ME/CFS, o Dr. Bergquist adquiriu   recentemente uma tecnologia que melhora significativamente a detecção de marcadores de inflamação. Essa tecnologia ainda não foi usada no LCR, então este será o primeiro caso de teste do mundo para amostras de ME/CFS. Usando essa tecnologia, a equipe de Bergquist vai testar seletivamente um conjunto de mais de 900 marcadores de neuroinflamação.

A OMF agradece a Claudia Musso esta tradução para português.

Triple Tuesday OMF now through November 27.